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O futuro do Algarve

Com a presença dos presidentes das Câmaras Municipais de Lagos e Portimão, do cônsul da Suécia e de dezenas de empresários e profissionais, bem como de muitos estrangeiros, este tema foi debatido há dias. Algumas sugestões merecem destaque.

  1. Para construir e poder exportar mais, precisamos de modernizar a legislação. Basta usar a lei que delegou nas Câmaras tornar urbanas áreas rústicas. Levar arruamentos, água, esgoto e energia a essas áreas, lotear e vender os lotes apenas a famílias, não a empresas, que escolhem entre oito projetos pré-aprovados para habitação, entre uni, bi ou trifamiliar, também para os filhos jovens.
  2. Para indústrias com, pelo menos 50% de exportação potencial ou 50% na redução de importação, reduzir para 5% o imposto sobre os lucros nos cinco primeiros anos. Para serviços de alta tecnologia, como o desenvolvimento de aplicações, hospital-residência para estrangeiros com tratamento prolongado, como psoríases, modernos campings nos seis primeiros meses fora da temporada, reduzir para 5-6% também por cinco anos.
  3. Para atrair mais nómadas digitais, financiar Alojamento Local que utilize ruínas de fábricas, herdades, ou armazéns no interior, próximo a pequenas cidades, com bela vista, e acesso à transporte coletivo, pois muitos deles usam bicicletas. O mesmo para reformados do norte da União Europeia, Estados Unidos da América e Canadá.
  4. Entrosar melhor empresas com a investigação científica existente ou aplicável no Algarve, como no Centro de Ciência do Mar, na Ualg, para que esta tenha aplicação prática imediata e se adapte ao enorme mercado potencial noutros países. Para tal, as direções da Ualg e de Institutos onde haja investigação deveriam ter representantes do NERA, da ATA e outras associações empresariais locais.
  5. Neste caso, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) deveria trabalhar para que fossem financiados apenas os projetos aprovados previamente por essas associações, para que tivessem resultados económicos e sociais no Algarve a curto prazo.
  6. Os empresários estrangeiros reclamaram muito da burocracia e da morosidade em todo o setor público, mormente o licenciamento para obras de recuperação ou pequenos ajustes em imóveis. E ainda da morosidade judicial, ao considerar que em 40 anos o mundo mudou, mas a Constituição e os Códigos continuam por ajustar. Desde que não mudem a fachada, a licença para recuperação, melhorias ou expansão (para trás) deve dispensar aprovação.
  7. Um estrangeiro indagou acerca do transporte público regional, criticou o monopólio e indagou por que não usamos, como a vizinha Espanha há 11 anos, a Suíça há 20 e a Suécia há 50, o tram-train que usa a infraestrutura ferroviária existente, mas tem entre seis a oito paragens nas grandes avenidas em cada cidade, circulando com as baterias, recarregadas nos troços ferroviários onde já existem fios.
  8. Já um investidor americano indagou por que não há maior autonomia na CCDR para poder adaptar leis que funcionam bem nas metrópoles, como Lisboa e Porto, mas mal no interior do país, mormente no Algarve, desprovido de bons professores e médicos.

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