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‘Novo’ Jardim da Fortaleza reabriu com identidade do passado

Muitos foram aqueles que quiseram assistir à inauguração das obras de requalificação do Jardim junto à Fortaleza de Santa Catarina, no dia 25 de maio.

Uma intervenção que manteve os elementos mais significativos de um dos locais públicos, que serviu de cenário para as fotografias nos últimos anos. Foi uma empreitada que rondou os 800 mil euros, com as verbas provenientes da taxa turística, e que mantém viva a imagem do passado, como uma marca da identidade local.

A escolha da data para a ‘reinauguração’ do também conhecido ‘Jardim dos Inglesinhos’ recaiu no Dia Nacional dos Jardins.

A intervenção recuperou e revitalizou áreas icónicas como o miradouro sobre a arriba, a poente, e a área de estadia junto à Fortaleza. A renovação dos acessos e a introdução de elementos contemporâneos, como as guardas em aço corten, iluminação pública moderna e novo mobiliário urbano, foram integrados em harmonia com os muros, escadas e bancos de pedra pré-existentes. Em relação à vegetação foram privilegiadas espécies mediterrânicas e outras que evocam a paisagem cultural do Algarve, de forma a respeitar o caráter original do espaço.

Manter imagem era uma ’obrigação’
Ao Portimão Jornal, Álvaro Bila, presidente da Câmara Municipal, afirmou que dar continuidade às características do local foi, de facto, um critério imperioso, pois a “identidade deste jardim não poderia ser perdida”.

Um dos espaços mais reconhecidos na Praia da Rocha, mantém os bancos em pedra, o enquadramento paisagístico em relação à Fortaleza de Santa Catarina e as vistas sobre a praia e o Rio Arade.

Aberto à comunidade desde dia 25 de maio, será de novo um ponto de acesso ao areal e de lazer, mas também voltará a servir de cenário às fotografias de residentes e visitantes, revitalizando uma tradição antiga.
Não foi por acaso que, durante o período de obra, o município desafiou a população a participar na iniciativa ‘Postais da nossa memória’, através da qual deu a conhecer uma galeria de imagens captadas neste jardim e enviadas pelas pessoas. Foram depois expostas nos tapumes da obra, reconhecendo a importância daquele local para a memória coletiva.

A iniciativa reconheceu a tradição que se iniciou nas décadas de 60, 70 e seguintes, do século XX e início do século XXI, em que o Jardim da Fortaleza era destino habitual das famílias para fotografias e momentos festivos, tornando-se parte da vida afetiva de sucessivas gerações de portimonenses e visitantes.

Por esta razão, não foi de estranhar que a inauguração da requalificação contasse com forte afluência.

“A importância desta obra está à vista. Tantas pessoas que tivemos aqui na reabertura do jardim são sinónimo de que todos têm recordações aqui. É um espaço público que sempre foi utilizado pelos portimonenses e, aliás, acredito que há mesmo muitos que têm aqui uma fotografia”, enquadrou o autarca.

“Para mim é motivo de orgulho podermos reabrir este espaço, requalificá-lo para todos os residentes e para quem nos visita. É de enorme importância”, justificou.

Obra foi realizada com verbas da taxa turística
Aliás, esta intervenção custou 800 mil euros, tendo sido financiada por receitas próprias do município, através das verbas geradas pela taxa turística de Portimão.

Também por este dias estará finalizada a intervenção na Fortaleza de Santa Catarina, a nível estrutural dos patamares, escadarias e acessos, avançou ainda o autarca.

“Segue-se o que está patente no levantamento da Fortaleza e essas são intervenções que vão demorar mais tempo” refere em declarações ao Portimão Jornal.

“É, ainda assim, muito importante essa abertura da escadaria e, sublinho, em condições de segurança. Depois avançará o programa funcional com o levantamento que fizemos para reabilitar a zona superior da Fortaleza”, no interior do edificado, revelou.

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