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IL diz que “Orçamento gere presente, mas compromete futuro”

A Iniciativa Liberal votou contra o Orçamento Municipal de Portimão para 2026 e as Grandes Opções do Plano para 2026–2030, em Assembleia Municipal, na reunião de 2 de fevereiro.


A estrutura refere que este “não é um Orçamento caótico nem tecnicamente descontrolado. Mas é precisamente por isso que se torna politicamente mais grave. Porque, sob uma aparência de normalidade e equilíbrio imediato, consolida um rumo que vai contra tudo aquilo que Portimão precisa para se desenvolver de forma sustentável”, refere a estrutura, justificando o voto contra.

“O documento apresentado para 2026 ascende a cerca de 98,3 milhões de euros, cumpre formalmente a regra do equilíbrio orçamental, não prevê novo endividamento estrutural e assenta fortemente na utilização de saldos de execução acumulados”, acrescenta.


“À primeira vista, poderia parecer um Orçamento prudente. Mas essa leitura é enganadora, porque ignora o essencial: o caminho que está a ser traçado para os próximos anos”, refere ainda a IL. No ponto de vista dos eleitos, o documento prevê a gestão do presente, consolidando um modelo económico que deixa a autarquia “dependente do mercado imobiliário, da construção e do turismo, sem ambição reformista, sem estratégia de diversificação económica e sem vontade política de modernizar o funcionamento do município”, afirma ainda a IL.


“Contas certas são um ponto de partida, não um ponto de chegada. Portimão precisa de visão, de clareza e de coragem política para mudar de rumo. Este Orçamento não o faz e a Iniciativa Liberal não pode legitimá-lo”, conclui.

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