A 30ª edição do Festival da Sardinha, que se realizou de 4 a 9 de agosto, bateu todos os recordes de visitas, com os pórticos do recinto a registarem um total acumulado de 145 729 entradas.
O encerramento, a 9 de agosto, foi o dia com maior afluência ao recinto, tendo a autarquia contabilizado 36 331 entradas, com um pico de permanência às 23h15, altura em que se encontravam no espaço do Festival da Sardinha 20 095 pessoas. Um período que coincidiu com o concerto da banda nacional Xutos e Pontapés.
Estes números, ultrapassam, segundo os dados divulgados pela Câmara Municipal de Portimão, o máximo anterior, que era o da edição de 2024, na qual se registaram 133 mil entradas. Uma tendência de crescimento que se tem acentuado, pois, em 2022, o evento contou com 110 mil entradas no recinto.
Tendo como mote a celebração da 30ª edição, nos seis dias de evento foram consumidos 2515 quilogramas de sardinha, disponibilizadas pelas cinco coletividades do concelho que participaram no Festival, no setor da restauração.
A autarquia portimonense sublinha ainda que estes dados não contemplam “os largos milhares de pessoas que frequentaram os restaurantes aderentes e os diversos espaços de animação espalhados por toda a zona ribeirinha da cidade, como o ‘Petinga Park’ e o palco ‘Música no Jardim’”.
Mais uma edição marcada pela sustentabilidade
Tendo em conta a dimensão do Festival da Sardinha, a Câmara Municipal de Portimão tem apostado, em conjunto com a Empresa Municipal de Água e Resíduos de Portimão (EMARP), na sustentabilidade, de forma a sensibilizar os públicos e reduzir a pegada deixada pelo evento.
Segundo a EMARP, foram produzidos 19 560 quilogramas de resíduos nesta edição, dos quais 10 740 foram encaminhados para valorização e reciclagem. Um número que representa 55 por cento do total, seguindo para aterro 8820 quilos de indiferenciados.
Destes, 8600 quilos eram resíduos orgânicos, 1160 eram vidro, 520 eram embalagens de plástico e metal e, por fim, 460 quilos em papel e cartão.
Valorização de resíduos aumentou
A EMARP registou, deste modo, um aumento de mais de uma tonelada de resíduos enviados para valorização em relação à edição de 2025. Foram mais 1464 quilogramas aproveitados, o que representa um acréscimo de cerca de 14 pontos percentuais. Já a quantidade de indiferenciados enviados para aterro diminuiu 4270 quilos, passando de 13 toneladas para menos de nove.
Os orgânicos foram encaminhados para a Central de Valorização Orgânica da Algar, espaço onde serão transformados em fertilizante natural, enquanto os restantes recicláveis seguiram para tratamento e valorização.
“Apesar das exigências logísticas inerentes a um evento desta dimensão, por onde passaram mais de 145 mil pessoas, os resultados alcançados demonstram o contributo dos visitantes, expositores, equipas e voluntários para uma gestão mais sustentável dos resíduos produzidos durante o Festival da Sardinha”, sublinha a EMARP, que acrescenta continuar a apostar, com a autarquia, na missão ‘Zero Desperdício’.
Em jeito de balanço, Álvaro Bila, presidente da Câmara Municipal de Portimão, afirmou que os números registados “são das coletividades, dos expositores e de todos os que trabalharam no Festival”, que após 30 anos, “continua a ser feito pelas pessoas de Portimão”.
“Foi também a edição em que mais resíduos encaminhámos para reciclagem. Crescer e ser sustentável não são incompatíveis. É assim que queremos continuar”, concluiu.
O Festival da Sardinha regressará em 2027 à zona ribeirinha de Portimão, realizando-se de 3 a 8 de agosto.








