Jack Soifer | Consultor
A vantagem de ter consultado 298 empresas em doze países, a maioria com bons resultados, é que os empresários falam com outros, tornam-se amigos, visitam Portugal, analisam investimentos e sugerem-nos melhores condições. Aprendo muito com eles, como inovações, melhores práticas usadas noutros países e ignoradas cá.
Há 21 anos previno anualmente sobre os incêndios que devoram as nossas riquezas do interior, pastagens, casas, oficinas e matam o património da Diáspora, que lutou lá fora uma vida inteira para poder regressar à uma boa casa na sua terrinha. Afirmo que casa pré-fabricada, de madeira, é vital para manter limpos os campos fáceis de ignição. A UE o comprova.
A rede de altas antenas em compósito a ser instalada no topo de umas 150 colinas e serras para mensurar o risco e alertar os bombeiros locais para evitar que uma pequena flama se torne um incêndio, tem sido propositadamente ignorada por ‘influencers’ que vendem serviços e materiais sem concorrência pública.
O mau administrador combate, enquanto o bom prevê e previne. Das duas câmaras que podem fazer zoom, a cobrir vasto território, na ponta das antenas, com fotovoltaicas a abastece-las, as fotos são continuamente enviadas para uma central que as interpreta com uma app especial e, consoante o vento, a temperatura, a seca em cada pequeno espaço, e alerta.
O risco pode ser moderado e para lá vai uma carrinha de bombeiros com dois homens e uns três extintores. Pode ser laranja, e lá vão quatro homens e seis extintores. Pode ser iminente, lá vai um grupo. As fotos também disparam um alerta para pessoas sós a fazer um percurso estranho nesses espaços de algum risco, o que dispara um alarme à polícia.
Os estudos mostram que seja nos anos do El Niño, seja da La Niña, isto nos afeta. Mostram que após um período de intensas chuvas, como agora tivemos, virá o de intensa seca. O governo não teve tempo, após os incêndios de 2025, para evitar as torrentes de 2026. E nada fez para prevenir os fogos de 2026.
Preparem-se, o governo já não terá tempo para implementar o plano que os técnicos sugeriram. Nem os recursos necessários. A nova lei para evitar a consulta prévia a investimentos até €10 milhões, poderá ajudar. Mas é preciso, ainda em abril, começar a implementar o sugerido, e mesmo assim, não cobrirá toda a área em risco. O ideal seria uma Comissão Técnica Urgente, a se comunicar pela net, sem custos, com idealistas, para em dez dias traçar o mapa de urgência.
Um novo Pedrógão está a caminho, senhor Presidente!







