Angelino Sousa e Anne Rodrigues dançam e encantam e estão dispostos a deixar uma marca poderosa no meio artístico, tal não é o entusiasmo que colocam nos seus projetos, que vão dos espetáculos ao ensino. Uma aposta segura, fruto de paixão antiga, que, no caso de Angelino, se estende também à música, já que escreve, compõe, toca e canta. E, como se tudo isto não fosse já motivo de interesse, ambos viajaram muito até chegar a Portugal e ao Algarve.
Angelino tem 47 anos e nasceu em Amesterdão, onde os pais então residiam, tendo naturalmente nacionalidade portuguesa. Anne, por sua vez, tem 44 anos e é natural de S. Salvador (Brasil), mas há três décadas que vive no Algarve. Conheceram-se em Tavira, por sinal num baile, e, entre outras paragens, radicaram-se em Portimão, onde querem expandir a sua atividade, centrada na dança, através de exibições, aulas individuais e em grupo e workshops.
Ainda em jeito de apresentação, Angelino Sousa é o criador do conceito ‘ABS Latin African Dance’, um projeto focado no ensino e promoção de ritmos latinos e africanos. Ao lado de Anne, com “energia muito boa”, o foco reside na fusão de vários estilos, sobretudo os já citados latinos e africanos. “Desde pequeno que acompanhava os meus pais, que cantavam e dançavam. Lembro-me de praticar lambada, e, a partir dos 17 anos, mais a sério, comecei a escrever e a compor. Tive aulas de canto e aprendi a tocar alguns instrumentos, mas revelei sempre um lado autodidata”.
Frequentador de academias de dança ainda em terras neerlandesas, o artista não tardou a desenvolver o seu próprio estilo, criando coreografias, demonstrações, workshops e dando depois aulas. Deixou igualmente a sua marca no Porto, onde passou algum tempo, já então dançando lambada/zouk, kizomba, samba, forró, capoeira e outros estilos como a salsa, merengue, bachata e tango.
Um singular conceito de dança
Anne Rodrigues, atenta às palavras do companheiro, deixa também o seu testemunho ao Portimão Jornal, afirmando que “carrego na minha essência a paixão pela música e pela dança desde a infância”, ou não tivesse crescido rodeada pelos ritmos e pela alegria características da cultura baiana. Muito novinha participou em concursos de lambada, enveredando por uma “trajetória profissional marcada pela entrega e pela capacidade de inspirar pessoas através da música e do movimento”.
Por cá, Anne foi instrutora de zumba, percorrendo diversas cidades no Algarve e Alentejo, ensinando ainda dança infantil. “Atualmente vivo uma fase especial da minha caminhada ao lado de Angelino Sousa, que partilha a mesma paixão cultural na expressão artística em música e dança. Juntos, unindo talento, sintonia e dedicação, apostamos nas apresentações e projetos que valorizam a energia contagiante de vários estilos”.
Angelino e Anne garantem que este conceito de dança é único, como já provaram, recentemente, em Lagos e agora no Alvor, por ocasião do ‘Sita 2026’ na Zona Ribeirinha, que constituiu um assinalável êxito. E é tudo isto que querem divulgar, reforçando a ideia que estão disponíveis para eventos em bares, resorts, shows e até casamentos.
As aulas, em grupo ou individuais, decorrem em ginásios, tal como os workshops, que tanto podem ser em espaços alugados ou cedidos, como sucede na Associação Cultural e Recreativa Alvorense e brevemente na zona da Praia da Rocha, aproveitando as caraterísticas do verão. Os contactos, através das redes sociais, devem ser feitos para ‘abslatinafricandance’ e pelos números de telefone 969737800 e 910831660.
Um cantautor de muitos géneros
Além da dança, Angelino Sousa dedica-se também de alma e coração à música e as primeiras letras foram cantadas no estilo ‘rap’ e ‘hip hop’, mas o interesse por diferentes géneros musicais levaram-no, por exemplo, para o pop/rock, ‘zouk/kizomba’, ‘soul/afro’ e ‘reggae’. O primeiro videoclipe data de 2013, intitulado ‘Um Kre Amabu’, antes de compor uma balada em português, ‘Contigo’, e outra em inglês, ‘Without You’, ambas com videoclipes disponíveis no YouTube.
“Tenho seis novas músicas que vão sair durante o verão e até ao final do ano, uma por mês, para dar uma ideia de continuidade”. Uma delas tem o título ‘Bum Bum Bam Bam Bam’ e promete ser mesmo para ‘bombar’, como diz o autor, que continua a trabalhar em estúdio, preparando mais faixas. Os videoclips têm a participação de jovens bailarinos, por norma selecionados em escolas de dança, inclusive a pensar nos espetáculos e shows de dança, nos quais o par pretende, a curto prazo, contar com a participação de alunos que de alguma forma se venham a evidenciar.
“Tanto a minha música como a dança têm uma forte influência europeia, sul-americana e africana, criando obras únicas que desejo compartilhar internacionalmente. Esta arte é um trabalho de vida, que faço com toda a paixão e amor”, salienta o artista, com a firme concordância de Anne, ou não formassem um par que veio de longe e que está disposto a cativar novos dançarinos.








